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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Mãe acorrenta filho viciado em crack
"Uma mãe não merece ver um filho assim", desabafa mulher que acorrentou o filho viciado em crack
foto: Nestor Müller
"Tenho medo que ele saia daqui. Se sair, vai ser morto pelos traficantes, a quem deve drogas, ou pelas pessoas de quem ele tem roubado coisas, para sustentar o vício. É uma vida difícil essa. Uma mãe não merece ver um filho assim", desabafou Paula
Sete anos de sofrimento, preocupações, medo e dor. Assim tem sido a rotina da auxiliar de serviços gerais Paula Gomes Moreira, 39 anos, que na tarde desta quinta-feira (4) tomou uma medida desesperada para livrar o filho, Rafael Moreira Diogo, 21 anos, do vício em crack. Paula acorrentou o próprio filho em uma das paredes de casa.
"Tenho medo que ele saia daqui. Se sair, vai ser morto pelos traficantes, a quem deve drogas, ou pelas pessoas de quem ele tem roubado coisas, para sustentar o vício. É uma vida difícil essa. Uma mãe não merece ver um filho assim", desabafou Paula, na manhã desta sexta-feira (5).
Segundo ela, desde 2004, quando ainda moravam na cidade de Teixeira de Freitas, Bahia, Rafael começou a se envolver com drogas. "Ele foi direto para o uso de crack. Como a gente trabalhava muito, tanto eu, quanto o pai, não conseguimos impedir isso", disse a auxiliar de serviços gerais.
O vício de Rafael provocou a separação da família. Para livrar o rapaz de ameaças de morte na cidade natal, a mãe fugiu com ele, vindo morar em Campo Grande, Cariacica, em 2007. "Mas isso não adiantou. A droga está em todo lugar. E ele logo começou a usar aqui também e fazer as mesmas coisas erradas que fazia lá", lamenta a mãe.
Novas ameaças fizeram a mãe e a avó de Rafael se mudarem novamente, desta vez para o bairro Porto Novo, ainda em Cariacica, em fevereiro deste ano. Mas a rotina do rapaz não se alterou.
"A única forma que encontrei foi acorrentá-lo. Dói ter que fazer isso, mas se não fizer, perderei meu filho de vez. Ele vai ser morto", fala Paula.
Ela pede, em desespero, que alguma pessoa a ajude. "Preciso que meu filho seja internado, para se tratar. Ele não quer, mas não posso deixar ele se acabar dessa maneira. Peço a ajuda de quem puder fazer isso", finalizou.
Fonte: Gazeta Online
Marcadores: Comportamento, Mix da Semana, Opinião
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